sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Atualizando:
Calendário de Aulas para os Capoeiristas. Fiquem atentos as datas e aos temas. Houve uma pequena modificação.
Programação do Curso:
1. Seminário de Abertura – 
Palestrante Mestre Bezerra
Data: 15/10/2016
Horário: 08:00 as 14:00 horas
Carga-horária: 6 horas.
2. Culturas e Religiões Afro-Brasileiras
Data: 22/10
Prof. Ministrante: Profa. Dra. Marilu Campelo (GEAM/FCS/UFPA).
Horário: 09:00 as 17:00
Carga Horária: 8 horas.
3. História da África
Data: 29/10
Prof. Ministrante: Profa. Dra. Ariana Silva (SEDUC/PPGSA/UFPA)
Horário:0 9:00 as 17:00
Carga Horária: 8 horas.
4. Questões de Gênero na Capoeira
Data: 05/11 – sábado
Prof. Ministrante: Profa. Esp. Alessandra Ferreira Marinho (SEMEC)
Horário: 09:00 as 17:00
Carga Horária: 8 horas.
5. Comunidades Negras Rurais e Quilombos Atuais
Data: 12/11
Prof. Ministrante: Profa. Ms. Joana Carmem Nascimento Machado (SEDUC/ICED/UFPA)
Horário: 09:00 as 17:00
Carga Horária: 8 horas.
6. Capoeira em Contextos das Políticas Públicas
Data: 19/11 – sábado
Prof. Ministrante: Profa. Ms. Profa. Maria Zeneide Gomes (SEDUC/ICED/UFPA)
Horário: 09:00 as 17:00
Carga Horária: 8 horas
7. Movimento Social Negro
Data: 26/11 – sábado
Prof. Ministrante: Profa. Dra. Zélia Amador de Deus (GEAM/FAV/UFPA)
Horário: 09:00 as 17:00
Carga Horária: 8 horas.
8. Poéticas Afro-brasileiras
Data: 03/12
Prof. Ministrante. Prof. Dr. Josicely Souza Santos (UNIFESSPA)
Horário: 09:00 as 17:00
Carga Horária: 8 horas.
9. Orientações Pedagógicas para a Aplicação da Lei 10639/03 e o Ensino da Capoeira
Data: 10/12
Prof. Ministrante: Prof. Esp. Joseny de Souza dos Santos (SEMEC) e convidados.
Horário: 09:00 as 17:00
Carga Horária: 8 horas.
10. Seminário de Encerramento do curso:
Seminário Final de Socialização dos Trabalhos e Projetos de Intervenção realizados durante o Curso com mestres de capoeira, pesquisadores do IPHAN e da UFPA, professores da rede pública.
Data: 07 de janeiro de 2017
Carga-horária: 8 horas.
Local das Aulas: Auditório do MINC. Avenida Governador Machado. Avenida Governador José Malcher, 563, Nazaré – Belém.
Informações: 3201-8365 – Grupo de Estudos Afro-Amazônico/ Casa Brásil-África UFPA

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Curso de capacitação para Mestres, Contra-Mestres, Treineis, Professores e alunos de Capoeira.


O Grupo de Estudos Afro-Amazônico (GEAM) da UFPA (Casa Brasil-África, Faculdade de Ciências Sociais e Programa Pós-Graduação em Educação) em Parceria com o Instituto Patrimônio, Histórico, Artístico e Nacional (IPHAN), realiza o Curso de capacitação para Mestres, Contra-Mestres, Treineis, Professores e alunos de Capoeira.
O curso de Extensão, na modalidade Capacitação é parte do Projeto de Extensão Axé e Tambor: a UFPA promovendo a igualdade racial (2016) que por finalidade desenvolver projetos, ações e intervenções que promovam a igualdade racial, estabelecendo intercâmbio com a população negra e suas instituições como terreiros, associações de capoeira, quilombo e Movimento Negro. A proposta do curso é voltada para a capacitação de mestres, contramestres, treinéis e professores de capoeira que atuam em escolas e associações culturais.
  • Objetivos:

1.Instrumentalizar Mestres de capoeira para desenvolver uma educação das relações étnico-raciais em suas atividades;
2.Ampliar o conhecimento de Mestres e Mestras de capoeira sobre as populações afro-brasileiras no campo da cultura, religião, tecnologia e educação;

3.Elaborar material educativo e/ou projetos de intervenção que contribuam com a prática da capoeira como uma educação anti-racista.
  • Metas:

Capacitar Mestres de capoeira na discussão da educação das relações étnico-raciais em suas atividades;

  • Público Alvo: Mestres, Contra-mestres, treineis e professores de capoeira.



Programação do Curso:

1.      Seminário de Abertura – 15/10/2016
Data: 01/10/2016
Horário: 08:00 as 18:00 horas
Carga-horária: 8 horas.

2.      Movimento Social Negro

Prof. Ministrante: Profa. Dra. Zélia Amador de Deus (GEAM/FAV/UFPA)
Horário: 09:00 as 17:00
Carga Horária: 8 horas.

3.      História da África

Prof. Ministrante: Profa. Dra. Ariana Silva (SEDUC/PPGSA/UFPA)

Carga Horária: 8 horas.

4.      Questões de Gênero na Capoeira

Prof. Ministrante: Profa. Esp. Alessandra Ferreira Marinho (SEDUC)

Carga Horária: 8 horas.

5.      Comunidades Negras Rurais e Quilombos Atuais

Prof. Ministrante: Profa. Ms. Joana Carmem Nascimento Machado (SEDUC/ICED/UFPA)

Carga Horária: 8 horas.

6.      Capoeira em Contextos das Políticas Públicas

Prof. Ministrante: Profa. Ms. Profa. Maria Zeneide Gomes (SEDUC/ICED/UFPA)

Carga Horária: 8 horas

7.      Culturas e Religiões Afro-Brasileiras

Prof. Ministrante: Profa. Dra. Marilu Campelo (GEAM/FCS?UFPA).

Carga Horária: 8 horas.

8.      Poéticas Afro-brasileiras

Prof. Ministrante. Prof. Dr. Josicely Souza Santos (UNIFESSPA)

Carga Horária: 8 horas.

9.      Orientações Pedagógicas para a Aplicação da Lei 10639/03 e o Ensino da Capoeira

Prof. Ministrante: Prof. Esp. Joseny de Souza dos Santos (SEMEC).

Carga Horária: 8 horas.

10.   Seminário de Encerramento do curso:
Seminário Final de Socialização dos Trabalhos e Projetos de Intervenção realizados durante o Curso com mestres de capoeira, pesquisadores do IPHAN e da UFPA, professores da rede pública.
Data: 07 de janeiro de 2017
Carga-horária: 8 horas.


Vagas: até 60 vagas

Período de Inscrição: 07 a 27 de setembro de 2016



Carga Horária: 100 horas (O curso será desenvolvido em 80 horas e as 20 horas restantes serão desenvolvidas em atividades práticas)



Informações sobre a inscrição:

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Samba do meio dia



Um evento realizado pelo NEGRA PRODUÇÕES, que  nasceu das experiências individuais de seus idealizadores com projetos de intervenção, formação e projetos culturais. Seus integrantes tem larga experiência como artistas, produtores culturais e intelectuais que discutem e defendem as culturas negras na Amazônia.
Propomos um encontro de arte, música, poesia e cidadania juntando diferentes estilos musicais na capital cultural da Amazônia: a bela Belém, a cidade morena, do cheiro dos aromas e das cores. A proposta é desenvolver eventos que unam ações educativas e informativas sobre a cultura negra na Amazônia com diferentes produções artísticas e culturais assim distribuídos.
A Negra Produções nasce com os objetivos de pesquisar, valorizar, promover e resgatar as culturas negras na Amazônia, assim como realizar trocas e intercâmbios com outras culturas negras, produzidas na diáspora, no Pará e no Brasil.
Confirme sua presença no Evento< https://www.facebook.com/events/1033815483339303/ >

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

MARCHA DAS MULHERES NEGRAS 2015

           Dia 18 de novembro de 2015, 10 mil mulheres negras caminharam na cidade de Brasília, o tema em questão foi CONTRA O RACISMO E A VIOLÊNCIA E PELO BEM VIVER O BEM VIVER COMO NOVA UTOPIA. A mobilização, que foi se configurando em todas as regiões do país resultou num espetáculo de luta da mulher negra, que em movimento, partiu para exigir seus devidos direitos em nossa sociedade.

             Um dos resultados da marcha foi a concepção de uma carta a presidenta Dilma, para cobrar medidas em relação ao bem estar e a vivencia da mulher negra nos dias atuais no Brasil. Pesquisas recentes, apontaram um aumento de 54% no numero de casos de violência contra mulheres negras. Na carta publicada e escrita em conjunto pelo movimento que mobilizou a marcha, as mulheres negras pedem o fim do racismo e da violência. Veja abaixo na íntegra a carta escrita pelo comitê!



MARCHA DAS MULHERES NEGRAS 2015 CONTRA O RACISMO E A VIOLÊNCIA E PELO BEM VIVER O BEM VIVER COMO NOVA UTOPIA 

Nós, mulheres negras do Brasil, irmanadas com as mulheres do mundo afetadas pelo racismo, sexismo, lesbofobia, transfobia e outras formas de discriminação, estamos em marcha. Inspiradas em nossa ancestralidade somos portadoras de um legado que afirma um novo pacto civilizatório. Somos meninas, adolescentes, jovens, adultas, idosas, heterossexuais, lésbicas, transexuais, transgêneros, quilombolas, rurais, mulheres negras das florestas e das águas, moradoras das favelas, dos bairros periféricos, das palafitas, sem teto, em situação de rua. Somos trabalhadoras domésticas, prostitutas/profissionais do sexo, artistas, profissionais liberais, trabalhadoras rurais, extrativistas do campo e da floresta, marisqueiras, pescadoras, ribeirinhas, empreendedoras, culinaristas, intelectuais, artesãs, catadoras de materiais recicláveis, yalorixás, pastoras, agentes de pastorais, estudantes, comunicadoras, ativistas, parlamentares, professoras, gestoras e muitas mais. 
A sabedoria milenar que herdamos de nossas ancestrais se traduz na concepção do Bem Viver, que funda e constituí as novas concepções de gestão do coletivo e do individual; da natureza, política e da cultura, que estabelecem sentido e valor à nossa existência, calcados na utópica de viver e construir o mundo de todas(os) e para todas(os). Na condição de protagonistas oferecemos ao Estado e a Sociedade brasileiros nossas experiências como forma de construirmos coletivamente uma outra dinâmica de vida e ação política, que só é possível por meio da superação do racismo, do sexismo e de todas as formas de discriminação, responsáveis pela negação da humanidade de mulheres e homens negros. 

Declaramos que a construção desse processo se inicia aqui e agora.


 Por tudo isso, nós Mulheres Negras estamos em Marcha para exigir o fim do racismo e da violência que se manifestam no genocídio dos jovens negros; na saúde, onde a mortalidade materna entre mulheres negras está relacionada à dificuldade do acesso a esses serviços, à baixa qualidade do atendimento aliada à falta de ações e de capacitação de profissionais de saúde voltadas especificamente para os riscos a que as mulheres negras estão expostas; da segurança pública cujos operadores e operadoras decidem quem deve viver e quem deve morrer mediante a omissão do Estado e da sociedade para com as nossas vidas negras. Marchamos pelo direito à vida, pelo direito à humanidade, pelo direito a ter direitos e pelo reconhecimento e valorização das diferenças. Marchamos por justiça, equidade, solidariedade e bem-estar que são valores inegociáveis, Viver. diante da pluralidade de vozes que coabitam o planeta e reivindicam o Bem Viver. Convocamos a sociedade brasileira para a construção deste novo pacto civilizatório, para uma sociedade onde todas e todos possam viver plenamente a igualdade de direitos e oportunidades. Para a consolidação desse Pacto de consenso, é necessário que Estado e Sociedade acolham as seguintes reivindicações: 

DIREITO À VIDA E À LIBERDADE 

  • Garantir o direito à vida da população negra, em geral, e da mulher negra, em particular, como um direito fundamental que não pode ser violado sob nenhuma hipótese. Tal garantia deve ser acompanhada de condições sociais, políticas, econômicas, ambientais culturais, civis e políticas, para que possamos viver com dignidade, liberdade, livres do racismo patriarcal e de todas as formas de discriminação; 
  • Assegurar o direito à liberdade garantindo o direito de ir e vir, de emitir opinião, de se expressar, de criar vínculos associativos sem a interpelação do Estado, tomando como referência os princípios éticos e dos Direitos Humanos preconizados em nossa Constituição; 
  • Garantir a laicidade do Estado face a quaisquer fundamentalismos religiosos; 
  •  Erradicar as desigualdades, considerando que possuem severo fundamento nas discriminações raciais e de gênero, tomando como parâmetro essencial a promoção de políticas públicas que possam garantir a dignidade das mulheres negras;

PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL

  • Garantir o acesso às riquezas, aos bens comuns de forma igualitária, sustentável e coletiva, resguardando o ambiente da exploração predatória; 
  • Reconhecimento e visibilidade da trajetória coletiva e das nossas múltiplas realidades, que permanecem ocultas sob o peso de narrativas que nos associam à carência, ao atraso e à incapacidade intelectual e política. 
  • Fomentar a participação na política nos espaços de decisão e nos órgãos públicos, garantindo a paridade e as condições materiais e simbólicas para o empoderamento e o fortalecimento da participação das mulheres negras nas quadras do poder; 
  • Promover a reforma do sistema político brasileiro visando a constituição de novos parâmetros para a democracia brasileira, para o exercício do poder, suscitando a participação dos grupos excluídos do processo de decisão e reorganizando as formas de representação e de expressão dos interesses dos diferentes grupos e do controle social do Estado; 
  • Ratificar e assegurar o cumprimento das deliberações dos protocolos, pactos, declarações, convenções, planos de ações regionais (OEA) e internacionais (ONU), ratificando e referendando esses compromissos. 
  • Tomar como parâmetros indicadores nacionais e internacionais para o monitoramento do cumprimento dessas medidas, que também poderão levar em conta outros indicadores tais como, o bem-estar psicológico, a saúde, o uso do tempo, a vitalidade comunitária, a educação, a cultura, o meio ambiente, a governança e o padrão de vida. 
  • Implantar as políticas preconizadas no Estatuto da Igualdade racial (Lei no. 12288 de 20/07/2010), bem como o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), incentivando a organização do Sistema nas esferas estaduais e municipais, a partir de suporte financeiro e técnico; 
  • Exigir do poder público, nas três esferas de governo, orçamento adequado para a implementação das políticas de promoção da igualdade racial contra o racismo, a violência e pelo bem viver; 


DIREITO AO TRABALHO, AO EMPREGO E À PROTEÇÃO DAS TRABALHADORAS NEGRAS EM TODAS AS ATIVIDADES 

  • Garantir a oportunidade e acesso a postos de trabalho e emprego, com remuneração justa e adequada, tendo como parâmetro a equidade racial, étnica, de gênero, orientação sexual, identidade de gênero, geração, deficiências, de condição física e mental para o acesso e permanência nos postos de trabalho. Deve-se também assegurar legalmente a participação em atividades comunitárias e de organização sindical;
  • Assegurar o exercício do trabalho em condições plenas de segurança, assentado na proteção à saúde das(os) trabalhadoras(es) e nos direitos previdenciários previstos em lei, no campo e na cidade;  Erradicar definitivamente o trabalho análogo ao trabalho escravo e infantil em todo território nacional, garantindo a proteção e o desenvolvimento da(o) trabalhador(a) na área rural; 
  • Oferecer trabalho decente para migrantes negros oriundos de países latino-americanos e africanos; 
  • Demandar ao poder público o cumprimento da Lei Complementar nº 150 de 01/06/15 que dispõe sobre o contrato de trabalho doméstico que garante a seguridade social e todos os direitos trabalhistas para todas as trabalhadoras domésticas; 
  • Promover a valorização do trabalho das mulheres negras, coibindo práticas discriminatórias no mercado de trabalho, tais como salários desiguais para funções e cargos iguais, entre outras;
  • Garantir o exercício do trabalho em condições de segurança com proteção à saúde das(os) catadoras(es) de materiais recicláveis, assegurando também todos os direitos trabalhistas e de seguridades social; 
  • Implementar políticas de ações afirmativas para o enfrentamento das desigualdades raciais e de gênero no mercado de trabalho (nas administrações centralizadas, autarquias, fundações, empresas públicas, privadas, nacionais, multinacionais e cooperativas); 
  • Assegurar o cumprimento pleno das Convenções 100, 111 e da agenda do Trabalho Descente da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 


DIREITO À TERRA, TERRITÓRIO E MORADIA/DIREITO À CIDADE 

  • Garantir a preservação, proteção, demarcação, homologação e registro incondicional das terras quilombolas, indígenas e de outros povos tradicionais. Necessário se faz também assegurar recursos orçamentários da União para a titulação das terras e para o desenvolvimento de políticas sociais econômicas voltados para o desenvolvimento sustentável dessas comunidades, com participação das(os) interessadas(os) nos processos de decisão; 
  • Criar condições para permanência e retorno da população negra ao campo, especialmente a juventude e promoção de políticas e leis que protejam, preservem e recuperem as sementes nativas e crioulas. Devese salientar que os mecanismos governamentais de compra e distribuição de sementes devem respeitar as formas tradicionais de organização local da agricultura familiar, camponesa e dos povos tradicionais e estimular a formação de estoques de sementes;
  • Implementar a reforma agrária e oferecer recursos para o dinamismo da agroecologia; 
  • Apoiar, com recursos financeiros e técnicos, as práticas tradicionais de troca, seleção e venda pelas(os) agricultoras(es) familiares e pelas comunidades tradicionais; 
  • Exigir o reconhecimento e a garantia dos direitos de trabalhadoras(es) do campo, valorizando a remuneração justa e equitativa e o fim da violência e da discriminação contra as mulheres. 
  • Garantir o Direito a Cidade por meio do reconhecimento da função social da propriedade, para assegurar moradias e acesso a serviços na cidade; contribuindo assim para o fortalecimento dos interesses coletivos sociais, culturais e ambientais em detrimento dos interesses individuais e econômicos. 
  • Assegurar as mulheres negras o acesso à serviços sociais básicos, referentes à mobilidade, ao esporte e lazer, ao patrimônio natural e cultural; 
  • Assegurar moradia digna para todas(os), priorizando a segurança da posse e impedindo os despejos forçados, remoções e o monopólio sobre a terra; 
  • Promover a urbanização de favelas e prevenção de riscos, priorizando a segurança da posse e o respeito de todos os direitos humanos. 


JUSTIÇA AMBIENTAL, DEFESA DOS BENS COMUNS E A NÃO-MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA 

  • Erradicar o racismo ambiental, promovendo políticas ambientais que: (a) Impeçam a remoção e a desocupação para a extração do patrimônio ambiental e de outras riquezas, o uso de agrotóxicos e outros venenos na agricultura e nas outras culturas de criação de animais e o despejo de detritos e lixos em áreas onde a população negra habita; (b) Destroem o ambiente e a cultura das comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas; 
  • Promover fontes alternativas de energia limpa, bem como a democratização, descentralização e gestão pública da energia de maneira a garantir o direito das comunidades tradicionais e das populações do meio rural ao seu acesso; 
  • Reparar e indenizar as populações, especialmente das mulheres negras, afetadas por megaprojetos e processos industriais e de mineração atingidos por barragens e por desastres naturais; 
  • Ampliar o acesso universal a água potável, limpeza urbana e ao saneamento básico; 
  • Promover a soberania alimentar e o acesso a alimentação saudável, adequada e com qualidade, livre de agrotóxicos e não transgênicos. 


DIREITO À SEGURIDADE SOCIAL (SAÚDE, ASSISTÊNCIA SOCIAL E PREVIDÊNCIA SOCIAL)

  • Assegurar às mulheres negras as políticas de seguridade social, por meio do acesso a serviços essenciais de saúde, assistência e previdência social; 
  • Erradicar o racismo institucional nas organizações públicas e privadas e em suas diferentes políticas, planos e programas de ação; 
  • Implantar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra no Sistema Único de Saúde; 
  • Ampliar a Política Nacional de Atenção Integral à pessoa com Doença Falciforme para todo o território nacional, a partir de um conjunto de medidas, como o fomento a pesquisas e técnicas de atenção e assistência; 
  • Descriminalizar o aborto e garantir o atendimento ao aborto legal na rede pública, bem como os procedimentos de profilaxia às mulheres em situação de violência, incluindo também o acesso a pílula do dia seguinte; 
  • Assegurar a estruturação e o aparelhamento dos equipamentos de saúde da rede pública, especialmente daqueles voltados para o atendimento à saúde da mulher, incluindo recursos humanos especializados e outros insumos necessários; 
  • Erradicar a mortalidade materna de mulheres negras, aprimorando as políticas em curso e incluindo o quesito cor na avaliação de risco; 
  • Implantar políticas de Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos nas áreas da educação, da saúde e da segurança, garantindo o respeito à livre orientação sexual, as identidades de gênero, a autonomia do corpo da mulher o direito ao aborto, bem como promover ações voltadas para a saúde sexual e saúde reprodutiva. 


DIREITO À EDUCAÇÃO 

  • Demandar ao Ministério da Educação (MEC) e das Universidades a efetivação e ampliação dos programas e das políticas de assistência voltados para a permanência dos alunos que ingressaram nas universidades por meio do sistema de cotas e de outras políticas de inclusão;
  •  Garantir a efetivação de mecanismo de implantação das diretrizes curriculares sobre a história da África e das culturas afro-brasileira e indígena previstas no artigo (26.A da LDB, Leis 10.639 e 11.645), com aprimoramento dos currículos formação continuada, bem como elaborar e difundir materiais didáticos, paradidáticos e pedagógicos sobre a temática, direcionados aos profissionais da educação; 
  • Fortalecer políticas públicas voltadas para a redução da evasão escolar, defasagem idade-série dos alunos pertencentes aos grupos étnicos e raciais discriminados.


DIREITO À JUSTIÇA 

  • Promover a proteção contra o racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata assegurando que todas as pessoas tenham acesso aos remédios eficazes e usufruam do direito ao acesso ao sistema de justiça e de outras instituições para solicitarem reparação ou satisfação justas e adequadas pelos danos ocasionados por tais formas de discriminação. 
  • Adotar as medidas necessárias, como previsto na legislação nacional, para assegurarem o direito das vítimas em obterem reparação e satisfação justas e adequadas relativas aos atos de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata e a formularem medidas efetivas para prevenção da repetição de tais atos; 
  • Promover políticas de enfrentamento à violência contra a população negra, em especial, aquela que acomete as mulheres negras, visando assegurar a vida, a segurança e a paz; 
  • Erradicar o racismo institucional em todas as instâncias do sistema de justiça. 
  • Assegurar políticas de prevenção e enfrentamento ao encarceramento da população negra, em especial das mulheres negras; 
  • Assegurar ações de enfrentamento às violações do direito de culto e crença, com vistas a combater a discriminação contra as religiões de matriz africana; 
  • Retirar de todos os órgãos do sistema de justiça símbolos de qualquer religião, considerando a laicidade do estado brasileiro; 
  • Apoiar a criação de varas especializadas para tratar as questões raciais no poder judiciário; 
  • Incentivar a criação de um núcleo de atendimento de questões raciais na defensoria pública; 
  • Incentivar a geração de dados sobre o sistema de justiça para que possa ser criada jurisprudência em casos de racismo; 
  • Promover campanhas contra a violência e os homicídios que ceifam a vida da juventude negra, bem como promover ações de reparação dos danos causados às famílias. 

DIREITO À CULTURA, INFORMAÇÃO E À COMUNICAÇÃO 

  • Ampliar e efetivar ações afirmativas para as culturas negras nas políticas e programas de incentivo à produção cultural em todos os níveis. 
  • Implementar e consolidar as ações para inventariar, restaurar e proteger o patrimônio cultural material e imaterial das culturas afro-brasileiras, especialmente das comunidades quilombolas e de matrizes africanas, promovendo a valorização dos conhecimentos e culturas destes segmentos; 
  • Garantir e promover ações de enfrentamento à intolerância às religiões de matriz africana que afetam os terreiros e os adeptos dessas religiões. 
  • Promover campanhas que eliminem a veiculação de estereótipos de gênero, raça/etnia, geracional, orientação sexual nos meios de comunicação (públicos e privados) e nas produções, conteúdos, programas e materiais didáticos; 
  • Criar novos/outros regimes de visibilidade da população negra, em particular das mulheres negras, apoiado em outro imaginário capaz de romper com os códigos racistas e sexistas que compõem os discursos circulantes;
  • Estimular maior participação de profissionais negros, especialmente das mulheres negras, na estrutura ocupacional da mídia e dos sistemas de entretenimento; 
  • Inserir nas discussões relativas à democratização da mídia no Brasil, o tópico da pluralidade com vistas a contemplar as múltiplas vozes, estéticas e perspectivas dos grupos etnicorraciais que compõem a nação brasileira;  Fortalecer as mídias populares e comunitárias; garantira participação e a representatividade da mulher negra nos meios; proibir o repasse de verbas públicas para veículos de comunicação que induzem ao racismo, sexismo, lesbofobia e transfobia. 
  • Garantir a todas as pessoas, independentemente da condição socioeconômica ou da localidade, acesso a um serviço de banda larga de qualidade, barato e rápido. 
  • Exigimos o fim dos oligopólios e monopólios de mídia, a transparência nas concessões de canais de rádio e televisão, o fortalecimento da comunicação pública e comunitária, e a diversidade e a pluralidade de conteúdo nos meios de comunicação do Brasil. 

SEGURANÇA PÚBLICA

  • Erradicar o racismo institucional das políticas de segurança, coibindo o uso da violência racial que produz altos índices de homicídios contra a população negra, por meio de políticas de segurança pública, baseadas em Direitos Humanos; 
  • Promover a participação, o delineamento e o controle social das políticas de segurança pública, considerando, fundamentalmente, a participação da população negra nos conselhos deliberativos dessas políticas; 
  • Promover ações de enfrentamento ao genocídio da juventude negra, com a participação ativa dos grupos envolvidos; 
  • Promover campanhas articuladas entre os órgãos púbicos e privados contra a violência racial, levando as demandas da população negra, em especial, das mulheres negras; 
  • Ampliar o número de serviços para a atenção às mulheres negras vítimas de violência sexual e intrafamiliar, bem como, para os crimes raciais. Brasília, 18 de novembro de 2015. 

                      Marcha de Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e o Bem Viver

terça-feira, 20 de outubro de 2015

CICLO DE PALESTRAS - Mes de Outubro

Dia 22, Palestras com o prof.  Valdemir Zanparoni
Crise Migratória Africana e do Oriente Médio
Auditório da reitoria -  09:30hs

Dia 23, Palestra com o prof. Valdemir Zanparoni
Gênero e geração em Moçambique: dilemas contemporâneos
Auditório setorial do ITEC - 14:00hs

Dia 27, Reunião tecnica
Nova cartografia social no Quênia e no Brasil
Professoes: Desmond Tutu Olwuot, Oliver Ogembo, Paul Shepsoi, Hillary Ogina K. Odieny.
Auditório do NAEA - 09:00hs



IV SEMINÁRIO NEGRITUDE EM MOVIMENTO


DÉCADA INTERNACIONAL DE AFRODESCENDENTES
2015-2014
100 NASCIMENTO DE GUERREIRO RAMOS

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO:

Dia 09 de Dezembro de 2015:


Manhã:

8:00 as 9:00 – Credenciamento
9:00 as 10:00 – Mesa de Abertura
10:00 as 12:00 – Conferência de abertura com o Prof. Dr. Marcos Teixeira (UNIR)
 LOCAL: Auditório do IFCH

12:00 – 14:00 hs / Intervalo para o Almoço

Tarde:

14:00 as 17:00 – Mesa 01: Imagens e ideias sobre a África, por africanos.

LOCAL: Auditório do IFCH

17:00  - Exposição: 'Nakirigrafias: narrativas de uma África'
Curadoria: Geoésley Mendes (Grupo de Pequisa Culturas e Identidades no Cotidiano - UERJ)
Fotografias: Estudantes da Escola III de Forecariá, República da Guiné (Guiné Conacri)

LOCAL: Sala da Congregação do IFCH

Exposição e vendas de produtos afro-brasileiros, africanos e livros - Corredor do IFCH

Dia 10 de Dezembro de 2015:



Manhã:

9:00 as 11:00 – Mesa 02: Falando de identidade negra no Pará

LOCAL: Auditório do IFCH

11:00 as 12:30 – Mesa 03: Conversando sobre os pensadores africanos e a descolonização das mentes.

LOCAL: Auditório do IFCH

12:30 – 14:00 hs / Intervalo para o Almoço

Tarde:

14:00 as 16:00 – Oficinas:

01 – Direitos Humanos e Racismo
Ministrantes: Programa de Extensão Axé e TambroLocal: Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF) 

02 – Oficina de danças africanas e afro-brasileiras
Local: Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF) 

16:00 as 18:00 horas – Grupos de Trabalhos (GTs): 

GT 01: Educação para as relações étnico-raciais
Coordenação: Prof.ª Me. Joana Carmeem Machado (SEDUC / PPGED-ICED / UFPA)Local: Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF) 

GT 02: Religiões de Matriz Africana: perspectivas e contradições. Coordenação: Prof. Esp. Amilton Sá Barreto (SEDUC / FAPEN)Local: Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF)



Dia 11 de Dezembro de 2015: 



Manhã:

09:00 as 10:30 – Mesa 04: Educação e ações educativas em comunidades quilombolas
LOCAL: Auditório do IFCH 10:30 as 11 – coffe break


11:00 as 12:30 –Mesa 05: Reflexões sobre o Pós-Colonialismo nos Estudos sobre África
LOCAL: Auditório do IFCH

12:30 – 14:00 hs / Intervalo para o Almoço

Tarde:

14:00 as 16:00 – Oficinas 03 – Técnicas em Antropologia VisualMinistrantes: VISAGEM - Grupo de Pesquisa em Antropologia Visual
Local: Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF) 

04 –  Introdução ao Feminismo Negro
Ministrantes:Tainara Pinheiro, Camila Sousa e Alef Monteiro (Discentes do Curso de Ciências Sociais da UFPA)
Local: Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF) 

16:00 as 18:00 hs – Grupos de Trabalho (GTs): 

GT 03: Arte, Corpo e estética afro-brasileira
Coordenação: Prof.ª Esp. Esttefane Trindade (SEDUC / PPGCR-UEPA)
Local: Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF) 

GT 04: Comunidades Quilombolas Atuais
Coordenação: Prof. Dr. Luis Fernando Cardoso (UFPA)
Local: Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF) 

18:00 hs - Encerramento com apresentações culturais - Local: Térro do IFCH


INSCRIÇÃO NO EVENTO:

Há duas modalidades de inscrição no evento, uma sem apresentação de trabalho (ouvinte) e outra, com apresentação, conforme descrição abaixo:

Modalidade 01:
INSCRIÇÃO SEM APRESENTAÇÃO DE TRABALHO (OUVINTE):

Os participantes que pretendem se inscrever como ouvintes devem se dirigir ao Grupo de Estudos Afro-Amazônico (GEAM / UFPA), no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH / UFPA) e preencher uma ficha de inscrição com seus dados pessoais, indicando também, na mesma, quais atividades pretendem se inscrever (Mesas e Oficinas); Lembrando que as oficinas possuem vagas limitadas (no máximo 20 pessoas). As inscrições poderão ser feitas nas respectivas horas e locais de cada evento, caso haja vaga.

* Período de Inscrições: 20 de outubro a 09 de dezembro de 2015.

Modalidade 02:
INSCRIÇÃO COM SUBMISSÃO DE TRABALHO:

Serão aceitos trabalhos na modalidade Comunicação Oral: Apresentação de trabalho (individual ou dupla) que objetiva informar os resultados de pesquisas teórico-científicas, por meio de exposição oral. Cada comunicação terá 10 minutos para exposição e, após as apresentações, 30 minutos para a discussão coletiva do GT.

Os interessados em apresentar trabalhos deverão enviar o resumo exclusivamente para o e-mail: negritudeemmovimento@gmail.com Os resumos devem ser enviados, obrigatoriamente no formato DOC (word), em anexo e, constando como assunto do e-mail, o número e título do GT para qual o resumo está sendo enviado.
Cada participante poderá submeter apenas um (01) trabalho no evento. Os resumos para a modalidade Comunicação Oral poderão ter até dois (02) autores.
Os resumos serão submetidos ao comitê científico do evento, que, após análise, divulgará a lista dos trabalhos aprovados. Os inscritos com trabalhos aprovados receberão, por e-mail, a carta de aceite. Ressalta-se que a aceitação do(s) resumo(s) não implica na inscrição no evento. Portanto, cada participante com apresentação de trabalho deve preencher a ficha de inscrição e enviá-la junto com o resumo do trabalho para o e-mail: negritudeemmovimento@gmail.com.
Não serão permitidas substituições ou modificações posteriores dos trabalhos aceitos para apresentação. A revisão dos textos é de responsabilidade do(s) autor(es), implicando em sua aceitação.

NORMAS PARA A ELABORAÇÃO DOS RESUMOS:
O texto do resumo deve conter de 150 a 300 palavras, sem parágrafos e sem citações bibliográficas. Informar três a cinco palavras-chave, separadas por ponto final. A fonte a ser utilizada deverá ser Arial ou Times New Roman; tamanho 12; papel tamanho A4; margens superior e esquerda com 3,0 cm, e inferior e direita com 2,0 cm. O resumo deve ser escrito em português. O título deve ser escrito com letras maiúsculas e em negrito (exceto nomes científicos, que devem ser em itálico). O(s) nome(s) do autor e do(s) coautor(es) (se houver) devem ser escritos por extenso, logo abaixo do título, na margem direita. Devem, ainda, ser informados, em nota de rodapé, a titulação máxima, instituição de origem e o e-mail dos autores.

OBS: O número e título do GT para qual o resumo está sendo enviado deve constar no assunto do E-mail.

* Período de Inscrições: 20 de outubro a 15 de novembro de 2015.

* Divulgação dos trabalhos aprovados para apresentação no evento: 23 de novembro de 2015.


GRUPOS DE TRABALHO: 

DIA 10 de Dezembro de 2015

GT 01: Educação para as relações étnico-raciais
Coordenação: Prof.ª Me. Joana Carmeem Machado (SEDUC / PPGED-ICED / UFPA)
Local: Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF)

GT 02: Religiões de Matriz Africana: perspectivas e contradições
Coordenação: Prof. Esp. Amilton Sá Barreto (SEDUC / FAPEN)
Local: Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF)

Dia 11 de Dezembro de 2015:

GT 03: Arte, Corpo e estética afro-brasileira
Coordenação: Prof. Me. Arthur Leandro (UFPA)
Local: Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF)

GT 04: Comunidades Quilombolas Atuais
Coordenação: Prof. Dr. Luis Fernando Cardoso (UFPA)
Local: Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo (LAANF)


PUBLICAÇÃO DOS TRABALHOS:
Os resumos de trabalhos submetidos (enviados no ato de inscrição) e aceitos pelo comitê científico poderão ser publicados no Caderno de Resumos do evento. Caso o trabalho seja aceito com recomendações, os autores deverão atendê-las e reenviar o texto no prazo estabelecido na carta de aceite. Caberá ao comitê científico julgar se o resumo reenviado estará apto à publicação.


Belém, 19 de outubro de 2015.

Comissão organizadora do IV Seminário Negritude em Movimento

Informações: (91) 3201-8365
afroamazonico@gmail.com